Escolha a plataforma de ingressos pela conta que fica no seu bolso, não pela taxa anunciada: some tudo o que é descontado de cada venda, veja quando o dinheiro chega, confirme quem atende você e o comprador e confira se check-in e meia-entrada vêm incluídos. Este guia traz os seis critérios, um exemplo em reais e as perguntas para fazer antes de assinar.
Os seis critérios para comparar plataformas de ingressos
| Critério | O que perguntar | Sinal de alerta |
|---|---|---|
| Quanto sobra por ingresso | Qual o valor líquido que chega na minha conta, com todas as tarifas? | Parte da cobrança que não pode ser repassada ao comprador |
| Prazo de repasse | Quando recebo no Pix e quando recebo no cartão? | Prazo diferente do que está no contrato |
| Suporte ao produtor | Falo com uma pessoa? Em que canal? No dia do evento? | Só formulário ou chatbot |
| Suporte ao comprador | Quem resolve estorno, dúvida e transferência? | Tudo cai para o produtor |
| Recursos | Check-in, meia-entrada, cupom, cortesia, formulário, equipe? | Precisar de três ferramentas para um evento |
| Conformidade | O preço total aparece desde o primeiro contato? | Taxa revelada só no pagamento |
1. Quanto sobra por ingresso
A maioria das plataformas cobra um percentual por ingresso vendido. A diferença está no que é descontado do produtor e no que pode ser repassado ao comprador. Algumas somam tarifa de processamento do pagamento que não pode ir para o comprador, outras cobram mensalidade ou adesão.
Faça a conta com o seu evento. Um ingresso de R$ 100, vendido com taxa de 10% paga pelo comprador, rende R$ 100 ao produtor e custa R$ 110 ao público. Se o produtor absorver a taxa, o preço continua R$ 100 para o público e o produtor recebe R$ 90. Se, além disso, houver uma tarifa de processamento descontada só do produtor, o valor que sobra cai mais. Por isso peça sempre o valor líquido por ingresso, e use a calculadora de taxas para comparar cenários.
Sobre a taxa em si, o Decreto nº 13.108/2026 exige que ela corresponda a um serviço prestado e que o comprador veja o preço total com a taxa discriminada em todas as fases da compra. Veja os detalhes em taxa de conveniência em ingresso: pode cobrar?.
2. Prazo de repasse e antecipação
Os prazos de mercado vão de repasse a cada pagamento a várias semanas depois do evento, e quase sempre Pix e cartão têm datas diferentes. Isso afeta o caixa, principalmente quando há cachê e estrutura para pagar antes ou logo depois do evento.
Pergunte quando o valor do Pix e do cartão fica disponível, se existe antecipação, qual o limite e qual o custo. Na SuperTixs, o repasse é liberado 24 horas após o término do evento, e o cartão fica disponível quando a venda é liquidada pela operadora, em até 30 dias da compra. O guia repasse de vendas de ingressos explica as datas, e antecipação de recebíveis mostra o custo de receber antes.
3. Suporte ao produtor
É o critério que mais diferencia as plataformas. Muitas atendem por formulário, e-mail ou chatbot, com resposta em até um dia útil. Poucas colocam uma pessoa que conhece o seu evento no WhatsApp. O problema aparece no dia do evento, quando a fila para e o tempo de resposta importa. Pergunte se há atendimento no dia do evento e em fim de semana.
4. Suporte ao comprador
Quando o comprador pede estorno, esquece a senha ou quer transferir o ingresso, alguém precisa responder. Em muitas plataformas essa conversa acaba com o produtor. Veja se o atendimento ao comprador está incluído e se o fluxo de reembolso e de transferência existe dentro da plataforma.
5. Recursos que evitam três ferramentas
Vender ingresso é o básico. Antes de decidir, confira se a plataforma oferece:
- check-in por QR Code com leitura pela câmera do celular, também com internet instável, como em check-in por QR Code;
- meia-entrada com controle de cota, para cumprir os 40% da lei, como em meia-entrada: regras e como configurar;
- cupom de desconto, cortesias e inscrição com aprovação;
- formulários personalizados, itens adicionais e venda de ingressos em lotes;
- painel de vendas em tempo real e acesso para a equipe.
6. Conformidade com a lei
Pelo Decreto nº 13.108/2026, o preço total deve aparecer desde o primeiro contato, a meia-entrada precisa ser ofertada no percentual legal, e a transferência e o reembolso têm regras próprias. Uma plataforma que não cumpre isso expõe você, que é quem vende o ingresso. Leia o que muda para produtores.
Perguntas para fazer antes de assinar
- Quanto da minha receita fica com a plataforma, incluindo tarifas de pagamento?
- Em quanto tempo recebo no Pix e no cartão? Existe antecipação e quanto custa?
- Falo com uma pessoa real? Ela atende no dia do evento?
- Quem atende o comprador quando ele tem um problema?
- Preciso de outro sistema para check-in, venda presencial ou equipe?
- O preço total, com a taxa discriminada, aparece desde a página do evento?
Para ver as respostas lado a lado, com a fonte de cada dado, consulte o comparativo de plataformas.
Se você ainda está montando o evento, o guia como vender ingressos online mostra o passo a passo depois da escolha.




